brasilisarb
_Saudações a todos os leitores, visitantes e seguidores do Ninho de Corujas...
Ta na moda: Andar com o peito inflado, exibindo aquela incrível e inacreditável camiseta nas cores verde-amarela pelas ruas e shoppings, no ônibus, no avião, na escola, na obra em construção... E também aquela bandeirinha em proporções cômodas nas antenas dos automóveis, caminhões de lixo, motocicletas, ambulâncias, bicicletas e cia.
É mania de "Brasil" que chegou embalada com a Copa do Mundo de Futebol em sua 18a edição, desta vez e de novo, no pequeno grande país da Europa, a Alemanha.
Não. Não vou falar das seleções que conseguiram o tal carimbo para a participação neste grande evento esportivo, transmitido para quase todo o mundo, nem das potências futebolísticas que se enfrentarão novamente e daquelas que não conseguiram se classificar como o Uruguai...
A edição 2006 da Copa, que vem trazendo aquela ansiedade para o povão brasileiro, tem conseguido trazer também um pouco mais de atenção para a televisão, você já reparou?
Espero que sim. Porque é através dela que eu e você, assim como mais um punhado de pessoas iremos assistir aos jogos, transmitidos para o planeta bola de lá pra cá.
Brasil. É assim que se chama o time que cinco vezes foi campeão do mundo. _ Ops, a Globo que me perdoe, mas acho que acabei de dar uma dica para aqueles que estão mandando suas mensagens via aparelho celular para aquela promoção de prêmios do Faustão...
Na boa, até eu já mandei a minha mensagem, pra ver se de repente dou a sorte de ganhar sei lá, o quê? Um carro 0 km? Um aparelho celular de penúltima geração que tira fotos? Um computadorzinho básico? Ou aquela cobiçadíssima TV de 42 polegadas, tela plana de plasma, finíssima, onde qualquer programa seria animal de se assistir?
Essa última opção me seria mais agradável de adquirir se eu, numa probabilidade que chega a quase de Mega Sena, fosse sorteado. Mas cruze os dedinhos, nada é impossível. Porém as chances de se ser sorteado, concorrendo com milhões de pessoas do território nacional, sem contar com os imigrantes e turistas, como eu disse é mais que mínima. É minimíssima.
Suponhamos, eu em meu domicílio numa dessas quartas e quintas, sábados e domingos à tarde, assistindo aos principais jogos de butebol da Copa, com uma TV daquela pendurada na minha parede... Hum...
E depois disso tudo, mesmo que o "Brasil" não ganhasse o hexa, assistiria com muito prazer aos jogos do campeonato brasileiro, as novelas, e aos filminhos destas emissoras, até mais acomodado; melhor conformado.
Porque será que o povão chama o time do Brasil de "Brasil"? Se Brasil mesmo é o nome do país.
Por que é que a seleção, com seus 23 artistas da bola, dentre eles os principais melhores jogadores do mundo, em suas respectivas posições, são, no todo, Brasil?
Essa é uma daquelas folclóricas manias de se resumir uma palavra composta, numa única e definitiva. É como dizer celular, em vez de aparelho celular. Celular não quer dizer célula? Eu heim. E o pior é que tem muito mais de onde veio isto.
Saber eu sei que isso faz parte da transformação da língüa, da variação do idioma.
Esse negócio de língüa portuguesa já está muito fora da realidade.
No Brasil, e isso já falando do país, o português foi apenas a língüa mãe, precessora da brasileira.
Já está na hora de alterarmos a classificação de língüa portuguesa para língüa brasileira.
O idioma português, no seu íntimo, na sua raiz hoje em dia já não existe mais.
Se você chegar a Portugal hoje, vai reparar que não temos mais nada a ver com isso.
Nos comunicaremos, mas ficará a desejar muito do que deveria ser...
Em Portugal a língüa não sofre variações, nem mutações. Ela é, no seu todo, praticamente como era nos Séculos XV e XVI.
As variações e misturas que aconteceram na construção do povo nos seus primórdios como povo brasileiro, já acontece com a língüa... Mas isso é assunto par um outro texto. Mas vale à pena pensar no assunto.

___ Gonzaga
>>Publicado em 04 de Junho de 2006
[Título original e provisório: brasilisarb]


1 Comentários:
Eu não torço desta vez para a seleção brasileira.
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